Conheça o nosso projeto Não Vale TB

Conheça o nosso projeto Não Vale TB

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Os tratamentos, as más informações, os medos e receios que a Tuberculose provoca levam a que as pessoas que convivem com esta doença se sintam ainda mais excluídas. São estigmatizadas pela sociedade, e por vezes por quem lhes é mais próximo, como os seus familiares e amigos.

O projeto Não Vale TB, que consiste numa equipa de proximidade que intervém na subregião do Vale do Sousa e Baixo Tâmega, mais concretamente nos concelhos de Penafiel e Marco de Canaveses. Uma das regiões mais afetadas pela tuberculose em Portugal e com o maior índice per capita da Europa.

Este projeto procura contribuir para a prevenção, controlo e diagnóstico da tuberculose, bem como para a promoção da literacia e adesão ao tratamento.

O projeto é direcionado a pessoas em situação de vulnerabilidade. Através de um trabalho em rede com as diversas entidades da comunidade, pretende-se fornecer uma adequada e individualizada resposta às necessidades destas populações.

Para mais informações sobre o projeto, consulte este link:

https://apdes.pt/pt/portfolio/naovaletb/https://apdes.pt/pt/portfolio/naovaletb/

Para complementar este projeto, temos também um podcast em parceria com a Rádio Clube de Penafiel, e com o financiamento da DGS. Um podcast informativo sobre a tuberculose, com profissionais da área, que ocorre às quintas-feiras, às 10h45 e 17h45.

Pode ouvir este podcast através do link: http://www.radioclube-penafiel.pt/?it=podcast

A tuberculose e o tratamento

A tuberculose é uma doença que afeta seriamente os pulmões. O seu tratamento envolve a toma de antibióticos e outros fármacos por um período mínimo de 6 meses, muitas vezes em regime de Toma Direta Observada (TOD), ou seja, a toma dos medicamentos precisa de ser controlada por um profissional de saúde. O tratamento requer muitos cuidados, durante esse período de tempo, a pessoa tem de estar isolada por um período médio de 1mês.

Questões que se prendem com a tuberculose e o porquê do Não Vale TB

Embora seja uma doença que tenha cura, a vulnerabilidade social interfere, de várias formas, para o sucesso do tratamento. Imagine ter de se deslocar diariamente, durante 6 meses, até um estabelecimento de saúde para tomar um medicamento. Os custos associados a estas deslocações são para muitas pessoas difíceis de arcar. Nos meios rurais, as pessoas encontram muitas dificuldades em termos de mobilidade, os transportes escasseiam, dificultando as deslocações para os locais de tratamento.

A tuberculose é transmissível, logo um problema acrescido para um doente com tuberculose. A utilização de um transporte público ou mesmo pedir apoio a um familiar para poder ir realizar o tratamento são fatores que causam tensão, visto que, o doente sabe que pode transmitir a doença.

É por estas questões que o projeto Não Vale TB acredita no trabalho de proximidade para colmatar algumas destas dificuldades. Ao nos deslocarmos para os locais em que os utentes vivem, podemos prestar diversos serviços e apoios como rastreios à tuberculose e outras situações de saúde e o acompanhamento aos serviços da comunidade, sempre que necessário. Além disso, estamos articulados com instituições de saúde, entre outras, para garantir a facilidade do acesso ao tratamento.

O isolamento social a que esta pandemia nos obrigou produz efeitos ainda mais nefastos em pessoas infetadas com a Tuberculose.

Um estudo divulgado pela Stop TB Partnership concluiu que a pandemia da COVID-19 irá causar um número crescente de casos e mortes, isto porque, o isolamento social leva a menos diagnósticos e consequentemente a menos tratamentos. O estudo conclui que podemos esperar um atraso de 5 a 8 anos no objetivo global para combater a tuberculose.

Estamos a viver um contexto em que nos incentivam à prevenção, tratamento e cuidados. Podemos fazer tudo isto e continuarmos a viver em sociedade.